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Julio Mesquita
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Sábado, 2 agosto de 2008   edições anteriores
CADERNO 2
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  Os super poderosos

As novas obras de Paulo Coelho e Meg Cabot, lançadas agora com enormes tiragens, iniciam a luta por exposição das editoras na Bienal do Livro, que será ainda maior

Ubiratan Brasil

Uma nova atividade a cada três minutos. Cerca de 800 mil visitantes. Mais de 2,2 milhões de obras em exibição - a 20ª Bienal Internacional do Livro, que começa no dia 14, no Anhembi, chega pautada por números estelares. “Ao contrário da Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, a Bienal é uma feira em que os editores e livreiros apresentam seus produtos”, comenta Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro, organizadora do evento, considerado o segundo maior do mundo, atrás apenas da Feira de Frankfurt.

De fato, em Paraty a intenção primeira é a discussão de idéias, a Bienal, embora também promova a reflexão, oferece uma generosa exposição do mercado editorial, em que as editoras se espalham por quilômetros de corredores do Pavilhão de Exposições do Anhembi - aliás, o maior do gênero na América Latina.

Assim, é natural que alguns lançamentos de peso ocorram nesse período, aproveitando os dez dias de feira. É o caso do novo livro de Paulo Coelho, O Vencedor Está Só (Agir), que chega hoje às livrarias brasileiras. Com tiragem inicial de 200 mil exemplares, a obra traz um olhar crítico sobre o mundo das celebridades, concentrado em um dos mais midiáticos eventos: o Festival de Cannes.

Também best-seller, a americana Meg Cabot terá novos livros ofertados durante a Bienal - a Record, sua editora habitual e que já vendeu mais de 610 mil exemplares, promete Como Ser Popular e A Garota Americana 2, enquanto a Planeta inaugura selo dedicado à literatura feminina, o Essência, com um livro mais antigo, A Rosa do Inverno, assinado com o pseudônimo de Patricia Cabot. Números superlativos para um mercado acostumado a edições de 2 mil exemplares.

   


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